Recolher para Expandir | Zonte
Atualizado: 1 de out.
Zonte Relações Humanas
Edição • Setembro 2026
Sobre respeitar nossos tempos, elaborar o que vivemos e encontrar novas formas de seguir
Recolher para expandir.
Primavera chegando... com muita chuva, tempo mais cinza aqui em Sampa e uma vontade de aconchego.
O inverno traz esse recolhimento interno, como um aquietar da alma. Lógico que, com a vida bem acelerada que às vezes se vive, nem sempre é possível diferenciar esse movimento do cansaço ou da sobrecarga. Mas te convido a parar um minutinho para se perceber... Imagine as estações do ano entrando em seu corpo.

Inverno, com seu vento gelado, suas baixas temperaturas e o sol apagado... Então, siga para a primavera, que, embora tenha as chuvas, tem também o colorido das flores que começam a aparecer, os dias que voltam a ficar levemente mais compridos e a brisa pela manhã e ao cair da tarde. Então... passe ao verão, com aquele sol escancarado de feliz, o calor que arde na pele e os dias longos, longos... Que vontade de expandir! Aí, você chegará ao outono, onde as cores do dia ficam bem destacadas, as folhas secam, o vento chega antes do resto, e a gente revisa o que fez e o que tem para fazer!

Mas por que isso agora, Zonte?
Porque, assim como as estações, nós precisamos desse recolher para expandir, desse acolher para impulsionar, do abaixar para saltar. Sem a preparação, não será simples a execução. E no autoconhecimento, isso também acontece. Precisamos, muitas vezes, de um tempinho para elaborar, para refletir e para testar novas formas de agir diante da dinâmica da vida!

Por isso, em nossos trabalhos, muitas vezes deixamos um intervalo maior para que as pessoas possam refletir com mais tranquilidade e tragam, posteriormente, mais conteúdo para nossas sessões. Além disso, gostamos de personalizar cada solicitação, imaginando o encaixe de nossos recursos e conhecimentos com o problema apresentado. É artesanal, é delicado e dedicado a cada situação. Isso nos abastece e nos deixa prontas para a entrega, pois fazemos o acolhimento e o planejamento enquanto criamos a proposta. Usamos isso também para nossa vida pessoal, revisando, mapeando, entendendo o que está acontecendo e o que precisamos para, além de uma solução, buscar restaurar e evoluir o que se apresenta diante de nós.
Talvez você possa aplicar aí em seus desafios e nos dizer como foi... O que sentiu? Como se percebeu? Quem sabe essa forma te traga mais potência para a solução e evite desgastes desnecessários. E, se no meio da primavera vier chuva e frio, entenda que a dinâmica da vida também é assim: às vezes, surpreendente, para refinar nossa capacidade de atenção e observação. Em tempos de rolagem infinita de tela e anestesia diante da vida, chuvas e trovoadas podem ajudar a emergir o que há de mais criativo e poderoso em nós!





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