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Quando o plano falha (e a vida acontece)

Junho parece que veio apressado por aqui


Já querendo ir embora. Não sei se pela copa de futebol, pelo volume de trabalho, por uma invasão de ETs ou por tudo junto (rs).



Enquanto escrevo este texto — na sala de espera da terapia do meu filho — percebo que já estamos na última semana do mês. Mesmo com o planejamento de finalizar os textos na primeira semana, acabei não priorizando. E, sendo bem honesta, foi pela dinâmica real da vida acontecendo: a aprovação de um projeto com equipes (sobre mudanças!), um jogo que está no forno para lançamento (aguardem!) e os cuidados extras com nossos velhinhos…


Talvez por isso essa carta chegue até você já em julho. Estamos fechando o mês junto com malas e preparativos para as miniférias — primeiro Fabi, depois Fran. Ou, quem sabe, ela ainda te encontre em junho, junto com a chegada do inverno.

E o inverno… ele nos convida a desacelerar um pouco, não é?A ficar mais introspectivas, mais recolhidas, buscando aconchego. Um aconchego que começa dentro de nós — especialmente nos dias em que falhamos, quando não cumprimos o plano inicial ou quando a vida resolve bagunçar tudo.


E, no fundo, tudo isso também é cuidado. Você consegue perceber assim?


Autocuidado não é só sobre dar conta de tudo perfeitamente, mas sobre se acolher no meio do caos, respeitar os próprios limites e ajustar o ritmo quando necessário. É entender que nem sempre vamos conseguir cumprir o planejado — e ainda assim podemos nos tratar com gentileza.

Nos nossos atendimentos, temos percebido o quanto a maioria das pessoas tem se deixado de lado para atender à pressão por resultados, performance e entregas. E, aos poucos, vão se desconectando de si mesmas.



Mas existe um ponto importante aqui: cuidar de si não é egoísmo — é base.


Quando estamos mais conectadas com nossas próprias necessidades, emoções e limites, conseguimos também cuidar melhor das nossas relações, sejam elas profissionais ou pessoais. Relações mais leves começam em nós.


Muitas vezes, seguimos no automático, acreditando que o “óbvio” existe ( spoiler: não existe!) e que as pessoas vão adivinhar o que precisamos ou esperamos. Mas relações mais autênticas pedem mais presença e mais clareza.


Isso significa dizer o que precisamos expressar o que esperamos. Compartilhar como funcionamos melhor.


Pode parecer simples, mas é um exercício poderoso de autenticidade.


E quando nos colocamos assim — com mais verdade e menos suposição — abrimos espaço para relações mais leves, mais honestas e mais fluidas. Relações que não dependem de adivinhação, mas de conexão real.


No fim das contas, talvez junho não tenha passado tão rápido assim…Talvez ele só tenha nos lembrado, de diferentes formas, da importância de voltar para casa: para nós mesmas — e, a partir daí, para os outros.

 

Um abraço bem quentinho

Fran & Fabi

Zonte R Humanas

 
 
 

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